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domingo, 9 de outubro de 2011

Campos, relvas e flores...


Não entramos em sintonia com nós mesmos apenas quando nos interiorizamos. A percepção do mundo externo também pode nos levar à paz interior. Tereza de Ávila sentiu isso quando disse:"Gosto de contemplar os campos, as relvas e as flores. Eles me ajudam a sentir-me inteira". Quando me envolvo totalmente na contemplação das relvas e dos campos ao meu redor, emtro em contato comigo mesma, torno-me inteira, una comigo mesma. A contemplação da beleza me coloca em contato com a fonte da beleza que está presente na minha alma. Na beleza da natureza vejo meu próprio ser. Assim na contemplação da beleza externa eu integro as belas facetas da minha própria alma e entro em sintonia comigo mesma.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Alegria para todos que estão tristes"


Ninguém gosta de estar triste. Eu, se pudesse, evitaria a tristeza. Mesmo assim, às vezes me entristeço. Quando não sou compreendida, quando estou sofrendo em solidão, então brota em mim a melancolia. Não sei porque Jesus chamas de felizes os que estão tristes.
Mas, talvez, justamente as pessoas que conseguem assumir sua tristeza sejam capazes de experimentar uma alegria verdadeira. Quem quer estar sempre indiferente também não pode sentir verdadeiramente a alegria. Parece que tristeza e alegria fazem parte da minha vida. Ambas dão sabor a ela.
Quando me permito curtir minha tristeza, do mesmo modo posso sentir que estou viva. Posso estar em contato com a profundeza da minha alma. Afinal, a vida não é somente superficie. Vislumbro o segredo da minha vida.
A tristeza por solidão, pela a perda de uma pessoa querida, por chances perdidas abre-me para aquilo que realmente sustenta a vida. E ali percebo que és o fundamento último o qual posso construir minha existência.
E assim em oração termino pedindo ao Senhor que Ele transforme minha tristeza em alegria.
Em uma alegria que nem a vida triste de cada dia pode destruir.